11/03/2010 - 23:43 Atualizado em 11/03/2010 - 23:47

São Paulo vence o Nacional do Paraguai, pela Libertadores

Com a vitória, o Tricolor fica em segundo lugar no grupo

G1

Em um Defensores del Chaco vazio, que só não estava silencioso por conta de uma animada bandinha, o São Paulo não jogou por música. Pelo contrário. Errou o andamento na reta final do primeiro tempo e quase desafinou no início do segundo. Até que Washington acertou o tom e salvou o time em Assunção: 2 a 0 sobre o Nacional do Paraguai, com dois gols daquele que havia sido herói na estreia, contra o Monterrey, e vilão contra o Once Caldas, ao perder grande chance quando a partida estava empatada em 1 a  1.


 

Com a redenção do atacante e a vitória diante de apenas 700 pagantes, o Tricolor é o více-líder do Grupo 2 da Libertadores, com seis pontos. O líder é o Once Caldas, com sete. O próximo jogo do São Paulo na Libertadores será na quinta-feira, contra o próprio Nacional, às 21h30, no Morumbi.

 

Richarlyson conduz pressão tricolor nos minutos iniciais

 

O técnico Ricardo Gomes fez mistério até momentos antes do início do jogo. Após um treino secreto na última terça-feira, o comandante não deu pistas do que colocaria em campo. A expectativa era de que Richarlyson fosse improvisado na lateral esquerda, mas Júnior César foi o escolhido.

 

A opção por Richarlyson em sua posição de origem se mostrou interessante no início da partida. Aos quatro minutos, o volante roubou uma bola próximo à entrada da área do Nacional e esticou para Dagoberto, que por muito pouco não conseguiu uma finalização perigosa. O paraguaio Miranda se jogou de carrinho e colocou a bola para escanteio. Dois minutos depois, Richarlyson apareceu de novo. Ele arrancou com a bola dominada e soltou a bomba de fora da área, acertando em cheio a trave à direita do goleiro Caffa, que ficou apenas torcendo.

 

 

Enquanto o São Paulo dominava, o Nacional só conseguiu finalizar aos 11 minutos, em cabeçada sem perigo de Aquino. Nada comparável, por exemplo, ao passe de Marcelinho Paraíba para Washington, logo na jogada seguinte. O atacante dominou com a direita e bateu com a canhota. O goleiro Caffa saiu do gol e defendeu com o pé, aos 12.



 

A superioridade tricolor, no entanto, parou nos 15 minutos iniciais.A partir dali, o Nacional começou a tocar a bola e o São Paulo exibiu algumas deficiências já conhecidas. Cicinho, por exemplo, tinha dificuldade em sair para o ataque. Marcelinho Paraíba insistia nas jogadas individuais e desperdiçava boas chances de criar perigo. Hernanes estava sumido. E Dagoberto por pouco não foi expulso. Aos 27, o atacante fez falta dura em Riveros perto da linha do meio de campo, mas levou apenas o amarelo.



O Nacional aproveitou o apagão tricolor e quase foi para o intervalo em vantagem.  Aos 42, em cruzamento baixo na área, Miranda falhou e a bola sobrou limpa para Aquino finalizar. O chute saiu rasteiro, bem aonde estava Rogério Ceni.

 

Apagado, Marcelinho Paraíba foi  sacado no intervalo


 

Preocupado com a queda da equipe na reta final da primeira etapa, Ricardo Gomes decidiu mexer. Trocou Hernanes por Cléber Santana, mas o time continou pecando na troca de passes.



O Nacional percebia o momento favorável e crescia. Aos dez do segundo tempo, depois de boa tabela pela direita, Bordón recebeu livre para finalizar, mas o chute bateu em Cicinho e foi para escanteio. Dois minutos mais tarde, Ramos arriscou do bico direito da grande área e Rogério Ceni pegou.



E foi justamente quando o Nacional mandava na partida que veio o alívio tricolor. Aos 13, Dagoberto recebeu na direita e foi cortando para o meio. O atacante deu um leve toque para o Washington, que se aproveitou de uma linha de impedimento mal feita e entrou livre na área. O atacante teve calma, driblou o goleiro e abriu o placar.


 

O gol acalmou o São Paulo, que passou a trocar passes com mais paciência e inteligência. Nem a entrada do atacante Beltran no lugar de Melgarejo foi o suficiente para assustar o Tricolor.


 

O Nacional sentiu o baque, foi tomado pelo nervosismo, e quase levou o segundo em belo voleio de Dagoberto, aos 34. O mesmo Dagoberto que por muito pouco não acertou uma bomba de fora da área, quatro minutos depois.


 

Logo depois do bom chute de fora da área, Dagoberto deu lugar a Fernandinho. E o atacante brilhou aos 44. Recebeu passe de Cléber Santana, dominou no peito, foi para cima da marcação e rolou para Washington, livre, fechar o marcador.

Comentários

  • Nenhum comentário para esta notícia. Seja o primeiro a comentar.
AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Portal temmais.com. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Portal temmais.com poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.