31/08/2010 - 09:13 Atualizado em 28/01/2011 - 09:13

Pole Dance consagra-se como esporte e conquista o interior

Em Itu, a modalidade chegou recentemente; no próximo sábado, será realizado um workshop na cidade

Fabiana Franzolin

Barriga chapada, braços definidos, alongamento e postura impecável. Com estas promessas, a pole dance tem ganhado espaço no interior de São Paulo e vem conquistando praticantes que procuram a boa forma de maneiras alternativas. Esta modalidade, ou melhor, esporte (a pole dance possui uma federação internacional e nacional encarregadas de supervisionar e divulgar a atividade) chegou recentemente a Itu, região de Sorocaba.

 

  

Fabiana Franzolin/Temmais.com
Corpo em forma é atrativo do pole dance, que ganha cada vez mais adpetos

 

A professora Karen Fernanda Bellini, praticante há seis anos da dança, saiu da capital há menos de um mês e decidiu que era hora de inovar e quebrar barreiras. Primeiramente, divulgou sua profissão em um blog, fez contatos com diversas pessoas interessadas e consolidou seu negócio com dez alunas dispostas a suar o corpo em cima de um poste.

 

"A pole dance vem crescendo no Brasil. Começou com o filme da Demi Moore. Naquele tempo, a atividade era apenas sensual, existia muito preconceito e ninguém pensava nela como treino. Quando a Flávia Alessandra, protagonista da novela Duas Caras, da Rede Globo, apareceu dançando em uma boate, aí sim o esporte começou a ganhar notoriedade. Depois, o Cirque de Soleil fez um espetáculo, Poles Chineses, em que homens faziam movimentos acrobáticos sobre os postes. Agora virou febre na imprensa e no Brasil", explica Bellini.

 

Entretanto, para a professora, o número de pessoas dispostas a enfrentar este novo desafio só não é maior por dois motivos: desconhecimento e preço. "Todo mundo tem receio de comerçar algo novo, que não conhece, mas não por preconceito. Até porque a mídia não tem divulgado a pole de forma discriminatória, mas sim como um esporte. Acredito que o desconhecimento, aliado ao valor, é que impede novas pessoas de aderirem à prática", ressalta.

 

Fabiana Franzolin/Temmais.com
A professora Karen Bellini
 Segundo Karen, o valor, que ela considera um pouquinho "salgado", varia de acordo com a cidade, mas, no interior, não sai por menos de R$ 100 mensais, com aulas de uma hora e meia, uma vez por semana.

 

Para Claudia Aparecida de Oliveira, 29, o preço nem a cidade foram empecilhos. "Como em Salto não tem pole dance, resolvi procurar a Karen. Uma vendedora de uma loja que indicou. Era uma vontade antiga fazer essa dança. Meu marido é que não gostou muito, mas acabou concordando", diz ela, rindo da situação.

 

Cláudia é enfática ao afirmar que cada um precisa fazer o que gosta. "Recomendo pra todo mundo. É claro que o começo é difícil, mas isso não me desanimou. Eu amei o que aprendi até agora. Nem senti cansaço. Quem sabe um dia danço para o meu marido? Claro, se ele quiser...".


Modalidades

 

"Existe a pole dance sensual e a fitness. Eu, particularmente, gosto mais da prática sensual, pois enriquece a dança. Sempre, nas primeiras aulas, explico as duas modalidades para que a pessoa escolha qual quer aprender", afirma Karen Bellini.

 

Independente do tipo, a dança é ótima para acabar com as "gordurinhas". Como qualquer atividade aeróbica, a pole dance estimula a queima calórica e, em uma única aula, uma pessoa pode perder mais de 1200 calorias. Karen também ressalta que não é necessário praticar outro esporte, porém, a conciliação da pole com a musculação ajuda o aluno a ganhar massa muscular, importante para se ter força nos braços.

 

 

Pole dance sensual (professora Karen Bellini)

 

 

Pole dance fitness (professora Karen Bellini)

 


Etapas

 

O aprendizado e aperfeiçoamento ocorrem em quatro níveis. No básico, o aluno aprende movimentos de dança e no chão, postura, passadas de pernas no poste e ritmo de música. No nível intermediário, o professor ensina alguns movimentos acrobáticos, mas sem o giro de ponta cabeça. A pessoa atinge o avançado quando pratica o esporte há pelo menos um ano e faz inserções no poste com força e técnica aprimorada. O último nível é o master e exige, acima de tudo, boa resistência para que se possa desenvolver os 300 movimentos que a pole dance possui.

 

Traje, idade e workshop

 

Se você leu esta matéria e decidiu que é hora de arriscar um novo exercício, então não perca tempo. A pole dance pode ser praticada por qualquer pessoa, independente da idade. "Não há restrições com relação à idade. O importante é que sejam pessoas saudáveis. Tenho uma aluna com mais de 50 anos", diz.

 

Uma das poucas recomendações é em relação à roupa. "O ideal é usar shorts e tops, que permitem a aderência da pele na barra. Nos pés, nada de salto. Os saltos são usados apenas quando a aluna já tem experiência e consegue fazer uma coreografia completa. Também é importante não passar hidratantes, pois estes produtos fazem o corpo escorregar", explica.

 

Para vivenciar todas estas dicas, no próximo sábado (04/09),  acontece um workshop, a partir das 15h, em Itu. O valor do minicurso é de R$ 10. Mais informações com a própria Karen, pelo telefone (11) 7346-9857.

 

Esporte Olímpico

 

A pole dance é um esporte supervisionado por uma federação internacional que organiza campeonatos. A atual campeã mundial é a japonesa Mai Sato; mas uma representante brasileira almeja este cargo: Rafaela Montanaro, campeã sul-americana. O mundial de 2010 será em Zurique, na Suíça, em outubro. Até lá, o maior objetivo dessas atletas é transformar a dança em uma categoria olímpica.

 

Comentários

  • Por: Lucas Barbosa 2/9/2011 11:52:42 AM

    Mas tem para homem tambem? Ou só mulher mesmo?
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